07/10/2026
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Brasil tem superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro; vendas à UE sobem 60,1%

Exportações avançaram 12,9% e importações caíram 2,4%. Vendas à União Europeia cresceram, enquanto a China registrou queda no mês.

Colagem de papel creme com fotografia de arquivo do Porto de Santos e saldo comercial de 7,74 bilhões de dólares
Colagem editorial com IA, desenhos e texto sobre fotografia de arquivo do Porto de Santos, de 1999, por Claus Bunks, sob CC BY 3.0. A imagem de arquivo não retrata embarques de setembro de 2026.

O Brasil vendeu ao exterior mais do que comprou em setembro de 2026 e ampliou o saldo da balança comercial. Os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em 6 de outubro mostram, porém, trajetórias diferentes entre os destinos das exportações.

Três pontos principais

  • O Brasil registrou superávit comercial de US$ 7,74 bilhões em setembro, alta de 146,4% frente a setembro de 2025.
  • As exportações cresceram 12,9%, para US$ 34,42 bilhões, enquanto as importações recuaram 2,4%, para US$ 26,68 bilhões.
  • As vendas à União Europeia subiram 60,1% no mês; para a China, caíram 7,6%, apesar do crescimento no acumulado do ano.

O resultado de setembro

O balanço da Secex registra crescimento das vendas externas e queda das compras na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A diferença entre os dois fluxos explica o saldo positivo. A corrente de comércio, que soma exportações e importações, chegou a US$ 61,10 bilhões, aumento de 5,6%.

Comércio exterior brasileiro, setembro de 2026. Valores em bilhões de dólares; variações frente a setembro de 2025. Fonte: MDIC/Secex, atualização de 6 de outubro.
IndicadorValorVariação anual
Exportações34,42+12,9%
Importações26,68−2,4%
Superávit7,74+146,4%
Corrente de comércio61,10+5,6%

Europa avança; China tem queda no mês

As vendas brasileiras à União Europeia somaram US$ 6,95 bilhões em setembro, com alta de 60,1%. Para a China, foram US$ 7,89 bilhões, recuo de 7,6%. Os números comparam setembro com setembro: não representam uma mudança em relação a agosto.

No caso chinês, a queda de setembro na comparação anual convive com uma expansão no acumulado. De janeiro a setembro, as exportações para o país cresceram 12%, para US$ 84,68 bilhões. Para a União Europeia, o acumulado avançou 20%, para US$ 44,15 bilhões, conforme a divulgação reproduzida pela Agência Gov.

Alta para os EUA não elimina o recuo no ano

O UOL também destacou o crescimento de 31,9% das exportações aos Estados Unidos em setembro. O valor do mês foi de US$ 3,52 bilhões. Já a variação acumulada de janeiro a setembro continuou negativa, em 6,5%. Por isso, o avanço de um mês não permite afirmar que as vendas ao mercado americano recuperaram o resultado do ano.

Como ler o saldo para a economia brasileira

Nos nove primeiros meses de 2026, o superávit total chegou a US$ 62,40 bilhões, alta de 34,8%. Esse percentual corresponde ao acumulado; o crescimento de 146,4% da tabela corresponde apenas a setembro.

O superávit mede a diferença entre valores de mercadorias exportadas e importadas. Não é lucro das empresas nem receita disponível do governo. Para quem acompanha negócios ligados ao comércio exterior, observar o destino das vendas e o período da comparação ajuda a entender por que um resultado nacional positivo pode coexistir com perdas em mercados específicos.

Fontes

  1. Balança Comercial Mensal — setembro de 2026 — MDIC / Secex
  2. Exportações brasileiras sobem 12,9% em setembro; alta foi de 32% para EUA — UOL
  3. China e União Europeia compram mais produtos brasileiros e superávit cresce 34,8% — Agência Gov via MDIC